Blogagem Coletiva: Uma História Tenebrosa [Together]

de - domingo, outubro 29, 2017


Estava a ver que nunca mais! Tenho dois testes para a semana e meio que me forcei a fazer este post porque não publiquei nada na semana passada e tinha de fazer mesmo o Together (era para fazer o Astromim também, mas parece que o projeto foi suspenso...), portanto, aqui estou, mal, mas estou!

Este post faz parte do projeto de blogagem coletiva de Outubro do Together! Para saber mais clica aqui.

Basicamente, a blogagem deste mês consiste em responder a um conjunto de perguntas, de forma a formular uma "história tenebrosa", então sem mais demoras vamos lá:

Você está com um grupo de amigos, e eles resolvem visitar um local ~assombrado~. Onde eles querem te levar?

Para o meio de uma floresta assombrada onde as pessoas costumam desaparecer.

Ok, o local foi definido - mas e aí, qual a sua reação? Você vai?

Eu meto o rabo entre as pernas e digo que não vou porque eles são idiotas e podemos magoar-nos (de uma forma lógica, eu diria que podíamos encontrar alguém mal intencionado ou um animal selvagem, mas todos sabemos que eu sou muito medrosa).

Seus amigos são sacanas e já tinham decidido te arrastar independente da sua vontade. Como é o trajeto?

Entramos dentro da floresta pelo caminho, ficamos no caminho e passados 20 minutos vamos para casa. Eu planearia isso.

Ok, parece bom. Chegando lá, ninguém quer entrar no local ~assombrado~, e resolvem tirar no palitinho. Quem foi o escolhido? Claro que é você! E agora?

Vou fazer tal como planeei, dou um passeio pelo caminho e volto passados 20 minutos.

Bom, você é o protagonista, então independente da pergunta anterior, você adentra o local ~assombrado~. Quais são as primeiras 3 coisas que você vê?

Árvores, arbustos e mato.

Hm, é, ok. E aí, é ~assombrado~ mesmo?

Até agora não...

Tá. Bom, de qualquer maneira, você precisa explorar um pouco mais. Ah é, seus amigos te obrigaram a fazer uma aposta! Qual era a aposta?

Tentar invocar um espírito.

Ok, missão definida, você está desbravando o local. O que está acontecendo?

Está escuro, só se ouve o vento a roçar nas folhas das árvores. Ouve-se corvos e grilos, para além disso tudo está calmo.

Ei. Você ouviu isso?

E se eu disser que não? Por acaso, ultimamente, parece que tenho andado meio surda.

Ufa. Era só a sola do meu sapato fazendo barulhinho. Continuemos. A propósito, você não está mais sozinho. Fique atento.

Boa, devem ser os meus amigos que ficaram preocupados comigo e vieram ver se estava tudo bem (otimismo).

Você provavelmente tinha algum instrumento com você. Se for uma lanterna, ela vai cair num buraco. Se for um celular, vai acabar a bateria. O que você vai fazer agora?

Tinha um telemóvel. Primeiro, vou reclamar porque agora não vou poder pôr os meus seguidores no Twitter a par do que se está a passar, depois vou voltar para trás pelo caminho porque já sei que, se continuar, me vou aborrecer, internet é vida.

Você acaba de se dar conta de que está perdido no local e não consegue mais ouvir seus amigos. Qual a primeira coisa que te passa pela cabeça?

"Quando e como é que o caminho desapareceu exatamente?"

Tem algo atrás de você. Mas você não pode ver. E agora?

(Não posso ver porquê? Está escuro? Que seja...) Fico quieta(??)

Parece um plano. Continue assim. Enquanto isso, você percebe que está cada vez mais escuro. O que você faz?

Fico ainda mais quieta, se não conseguir ver nada e começar a correr que nem uma parva o mais certo é cair dentro de uma valeta.

Tem algo aqui. O que é?

Não sei, não consigo ver...

Certo. Qual o seu plano pra se livrar disso?

Continuar quieta, porque se for um animal selvagem essa é a melhor opção, e se for alguma entidade maligna não ia conseguir fugir na mesma...

Você não conseguiu se livrar disso. Agora, está ouvindo vozes. Não são seus amigos. O que você faz?

Pergunto se está ali alguém, mas não muito alto (sim, tão filme de terror, eu sei, mas não é como se eu tivesse muitas escolhas).

Bom, a essa altura você já amaldiçoou todos os seus amigos, a sua sorte e toda a sua árvore genealógica. Qual o plano?

Um animal selvagem não deve ser porque eu já teria ouvido algum tipo de movimento. Sendo assim, vou tentar tocar nas árvores para achar musgo e olhar para onde está a lua e tentar orientar-me daí para conseguir fugir da floresta.

Em meio a seu desespero, você encontra um objeto que pode te ajudar. O que é, e como você vai usá-lo?

Uma lanterna à manivela de criança (sabe-se lá porquê).

Em posse do seu plano e do seu objeto, você chega a um novo ambiente no local. Descreva o lugar.

Uma clareira com uma pequena cabana, parece ser de um lenhador (provavelmente é).

Neste ambiente, você encontra um caderno, parece um diário. Como ele é?

As maiores fantasias do lenhador (poesia inapropriada para menores).

Você eventualmente descobre que o diário foi escrito por você. Você está morto há 33 anos, e sua alma está presa ao local. Algo te impede de seguir adiante e, se você não descobrir o que te prende no mundo terreno, está fadado a repetir o mesmo ciclo todos os dias, por toda a eternidade. Qual a sua reação?

Uau, eu tenho umas fantasias estranhas. E também, como assim? (O tiro saiu-me pela colatra agora).

Você consegue se lembrar o que te prende no plano terreno?

Não, se eu me lembrasse não andava a passear por aqui... provavelmente o facto de eu ter sido lenhadora e não me ter sentido realizada, ou por querer queimar um livro de poesia erótica.

Havia algo com você no meio da história. Está de volta. Você pode fugir ou interagir. Tomada a sua decisão, o que acontece?

Fugir, já disse que sou medrosa? E não aconteceu mais nada, só corri.

Você está caindo. O que está acontecendo?!

Caí numa valeta, vêem no que dá correr, eu sabia!

Você acordou na sua cama. São 5:55 da manhã. Foi tudo um sonho?

Foi mesmo?

Você começa a seguir sua rotina. Há uma sensação de deja vu. O que você está pensando?

Vai acontecer-me a mesma coisa esta noite não vai?

Você acaba de descobrir algo relevante para a história. Nos conte!

Não foi um sonho e a minha rotina vai ser sempre a mesma todos os dias.

Com a sua descoberta, a história tem um plot twist (reviravolta). O que está acontecendo agora?

O caderno aparece na minha lareira, missão cumprida. (Talvez tenha sido eu, talvez não...)

Você está de volta ao local. Explique.

Os idiotas dos meus amigos, aparentemente imaginários, arrastaram-me para aqui outra vez.

Você precisa realizar uma ação. Qual?

Ir embora para casa, deitar-me na cama e dormir porque isso é a única coisa que importa nesta vida (porque a outra vida já se foi, certo?)

Depois de tudo, você só consegue pensar em uma coisa: o que é?

Será que o caderno ficou bem queimado? Ah, que se lixe, vou dormir!

Parabéns! Você chegou ao final. Você sobreviveu?

Não, eu já estava morta, não era?

Tem certeza?

Sim, até dá para confirmar, está escrito ali em cima...

Mesmo, mesmo?

Fui confirmar, tenho mesmo, mesmo a certeza.

Você se depara mais uma vez com o diário. O que está escrito?

Eu já disse, poesia inapropriada para menores. Espera, ele não estava queimado??

Com o que você descobriu, coloque um fim nessa estória, de uma vez por todas!

O caderno foi queimado na lareira outra vez, eu fui dormir e pronto.


Adorei isto, o facto de não ter lido antes tornou tudo muito mais interessante, quero tanto fazer uma coisa destas outra vez! Estou ansiosa por ler as outras histórias! A minha acabou por ser mais uma história de comédia do que propriamente uma história tenebrosa mas isso só revela que eu nunca tive jeito para levar algumas coisas a sério...

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